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E a danada da inveja, heim... xô! xô!

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sábado, 14 de maio de 2011

Ações afirmativas na UFBA: é hora de lutarmos pela manutenção e ampliação - BA


C O N V I T E

Na manhã de 17 de maio de 2004, o auditório da Reitoria da Universidade Federal da Bahia (UFBA) ficou pequeno para abrigar estudantes negros/as, ativistas, representantes de entidades negras, parlamentares e docentes. É que aconteceria uma sessão histórica do Conselho Superior: a votação de um programa de políticas de Ações Afirmativas, resultado das investidas de um grupo de entidades, coordenado pelo CEAFRO/ CEAO/UFBA - denominado Comitê Pró-cotas. O programa aprovado não foi a proposta inicial, mas  fruto de embates e negociações entre a sociedade civil e a UFBA.

Aprovado para vigorar 10 anos, o Programa de Ações Afirmativas da UFBA passará por avaliação institucional em 2014, o que definirá a continuidade ou não do mesmo. Neste sentido, surge a necessidade de discutirmos os resultados e limites das ações implementadas a fim de traçarmos estratégias coletivas na luta por políticas educacionais antirracistas.

Propomos o início de uma ampla discussão sobre a adoção do Programa de Ação Afirmativa na UFBA - contextualização histórica, análise dos impactos desse programa etc,  a partir da roda de conversa: Sete anos de cotas na UFBa. E daí?

LOCAL - Auditório Milton Santos, no CEAO,  Pça Inocêncio Galvão, 42, Largo
Dois de Julho – SSA/Ba
DATA – 17 de maio de 2011, 3ª feira
HORÀRIO - Das 17h30 às 21 horas

CEAFRO/UFBa
CONEXÕES DE SABERES
IINSTITUTO CULTURAL STEVE BIKO
 NENU
PROGRAMA PREPARATÓRIO PARA A PROMOÇÃO DA IGUALDADE ÉTNICO-RACIAL NA EDUCAÇÃO (CEAO/UFBA)

sexta-feira, 4 de março de 2011

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Boas Festas e Feliz 2010!!!



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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Pela coletividade (Zelinda Barros)

Movimentos sociais como o feminismo, que nas últimas décadas têm sido responsáveis pela renovação da agenda política e reorientação na formulação de políticas públicas, convivem em seu momento atual com uma fragmentação interna que, em vez de refletir a saudável pluralidade política na luta por afirmação de direitos de maiorias tornadas minoritárias, tem sido extremamente prejudicial à ampliação de suas ações. Na medida em que interesses de grupos que acederam ao poder público formal reproduzem práticas outrora denunciadas quando se constituíram em forças com propósitos transformadores, a credibilidade dos grupos que ainda se dedicam seriamente a atividades indispensáveis à consolidação democrática aos poucos é comprometida. É necessária uma mudança similar à que deve ocorrer na economia, voltada majoritariamente à reprodução auto-referenciada de capitais especulativos. A alienação do capital, constituído em valor em si mesmo, é comparável à alienação provocada pela busca do “empoderamento” das mulheres, palavra recorrentemente utilizada como artifício justificador da manutenção das hierarquias racial e de gênero. Muitas ações que são ditas “empoderadoras”, como oficinas, cursos e outros, muitas vezes escondem justamente o seu compromisso com a manutenção de fronteiras e reprodução de práticas discriminatórias ou contribuem para que as desigualdades prossigam intocadas. Não é o caso de abolirmos tais iniciativas, que em si não são prejudiciais, mas prestarmos atenção ao processo no qual elas são forjadas. Muitas vezes persiste a mesma distribuição desigual de atribuições, a mesma busca pelo destaque individual e o desrespeito às diferenças que se diz considerar. Na estrutura formal, chegamos a um ponto em que os grupos que defendem interesses de gênero e raciais se alternam e são mantidas divisões que contribuem para o insucesso das ações propostas. Ou não há, no contexto atual, nenhum elemento que nos credencie a afirmar a possibilidade de construção de identidades coletivas - o que eu ainda duvido, ou temos aí a necessidade de uma profunda reflexão acerca dos rumos que estamos imprimindo à luta por interesses coletivos e da alteração desses rumos. Insisto mais uma vez: a pluralidade é saudável e necessária, mas o desrespeito, a desqualificação, a auto-promoção, a busca desenfreada pelo “poder” são fortes ingredientes de um processo estéril e autofágico em movimentos em que são propostas ações que visem à coletividade.

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Pela coletividade is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 India License.

domingo, 30 de novembro de 2008

Para mudar, alter-estima

A partir da observação de intervenções de colegas feministas e da experiência de trabalho com estudantes cotistas nos últimos meses, tenho refletido bastante sobre as ações desenvolvidas em oficinas e sobre sua efetividade. Durante muito tempo investimos na “recuperação da auto-estima” dos(as) participantes, como se ela garantisse, em grande parte, o desdobramento satisfatório das intervenções. Claro que é importante que qualquer pessoa reconheça e goste de si mesma, mas hoje penso que a consideração da auto-estima como prioritária na mobilização à ação social transformadora não é suficiente, pois o principal problema não é o “eu”, mas o(a) “outro(a)”. O investimento deve ser feito na “alter-estima”, pois falta muita consideração e respeito ao outro, e muitas vezes a supervalorização de nós mesmos(as) não nos permite ver e considerar as necessidades das outras pessoas com as quais interagimos - mesmo aquelas que consideramos “iguais”. Não falo da coletividade anônima referida nos estudos macrossociológicos. Me lembro de uma queixa feita por um ativista negro a respeito da incoerência entre aqueles(as)que proferem discursos impactantes acerca de questões coletivas, mas são incapazes de sequer dar um “Bom dia” a pessoas que ocupam posições de menor status ocupacional, como porteiros, zeladores(as) e garis, ou até mesmo companheiros de ativismo de menor prestígio.

Atualmente, as pessoas estão tão auto-referenciadas que até mesmo um “Oi, tudo bem?” se tornou um ritual vazio, pois quem pergunta não quer saber a resposta e nem mesmo pára para ouvir se você está realmente bem ou mal. Eu vejo com muito bons olhos o avanço, em termos institucionais, provocado pela ação dos movimentos sociais, mas percebo que necessitamos agora de um redimensionamento. Institucionalmente, muito já foi e ainda precisa ser feito, mas não devemos perder de vista que instituições são feitas por pessoas, que estas pessoas têm sentimentos, aspirações e agem a partir de seus próprios lugares, suas vivências, perspectivas... é preciso tocar as pessoas, trazê-las para a ação coletiva não somente porque têm a mesma religião, cor, gênero ou ideologia que nós, mas porque a vida na terra depende de todos(as). E esta convergência é necessária não apenas entre aqueles(as) que tradicionalmente são vistos(as) e se vêem como oponentes mas, principalmente, entre os(as) chamados(as) “companheiros(as)”, que muitas vezes se calam vergonhosamente quando vêem o(a) outro(a) em perigo ou em situação vexatória. Me lembro de um colega de trabalho de meu pai, “amigo” de farras constantes que, num assalto ao local onde trabalhavam, fugiu e o deixou pra trás sem nem mesmo prestar socorro enquanto o amigo era vítima de um atentado.

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Para mudar, alter-estima is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Representações do pensamento social acerca do casamento inter-racial (Zelinda Barros)

RESUMO

Alguns estudos demonstram como opera o conceito de raça em nossa sociedade e a persistência da interdição do casamento entre indivíduos considerados racialmente diferentes, o que nos leva a refletir sobre a importância e a influência da raça como categoria social e as representações existentes a respeito do casamento inter-racial. Neste artigo, são apresentadas e discutidas as representações sociológicas dominantes sobre o casamento inter-racial, muitas vezes reduzidas a uma visão monológica das relações raciais. Após criticar esta concepção, discuto as mudanças ocorridas no casamento e, por fim, proponho uma nova maneira de analisar os casamentos inter-raciais.

Palavras-chave: casamento, raça, representações, casais inter-raciais.

Onde encontrar? http://www.enfoques.ifcs.ufrj.br/marco08/03.htm

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

O poder que sacia a sede dos(as) gananciosos(as)
é água salobra pra o meu paladar...

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

"Pouco conhecimento faz com que as criaturas se sintam orgulhosas. Muito conhecimento, que se sintam humildes. É assim que as espigas sem grãos erguem desdenhosamente a cabeça para o céu, enquanto que as cheias a baixam para a terra, sua mãe".

Leonardo da Vinci